Quem não gostaria de poder viver sem se preocupar com tarifas e contas de luz e energia? Se você consegue imaginar como sua vida, suas finanças e o meio ambiente... continue lendo »
No início de maio, alguns funcionários de Baltimore, Maryland (EUA), encontraram um ransomware chamado RobbinHood, que criptografou computadores da administração e, como esperado, paralisou alguns dos serviços da cidade. As autoridades de Baltimore não divulgaram todos os detalhes do incidente, mas de acordo com o New York Times, os cibercriminosos usaram o exploit EternalBlue. Os especialistas em TI da prefeitura rapidamente tomaram as medidas necessárias para impedir a propagação do malware, mas cerca de 10 mil dispositivos já estavam infectados. Os sequestradores pediram 13 bitcoins (cerca de U$ 114 mil no momento) em troca do desbloqueio dos computadores.
Ransomwares contra cidades
Baltimore não foi a primeira, nem a última cidade a sofrer as consequências de um ataque de ransomware. Ano passado, uma invasão forçou funcionários da administração de Atlanta, na Geórgia, a voltarem para os analógicos papel e lápis por alguns dias. Mas eles não foram os únicos a trabalharem offline -a polícia local também foi afetada e teve de escrever relatórios à mão. Nesta ocasião, os cibercriminosos pediram mais de U$ 50 mil, mas a cidade decidiu não pagar.
No final de 2017, o Condado de Mecklenburg, na Carolina do Norte, também foi vítima de um ransomware quando um funcionário abriu um anexo malicioso em um e-mail. Como resultado, alguns serviços legais e fiscais, bem como muitas outras instituições, foram afetados. Para restaurar os sistemas danificados, foi necessário quase um mês.
As consequências de ataques aos computadores municipais
É complicado calcular a magnitude da catástrofe. Os cidadãos geralmente não param para pensar em quantos serviços na cidade são informatizados. E a verdade é que, quando os computadores falham, os habitantes da cidade ficam sem muitos dos serviços diários, o que gera uma onda de descontentamento.
Devido à interrupção dos serviços, muitos moradores podem ser forçados a adiar negócios importantes por um período indefinido de tempo e a visitar os departamentos do governo pessoalmente para procedimentos que seriam realizados (antes do ataque) com apenas alguns cliques. Os jornais de Baltimore publicaram todos esses problemas:
Como a equipe administrativa estava impedida de acessar os e-mails, os cidadãos não puderam entrar em contato com a prefeitura.
Todas as vendas de imóveis foram suspensas (cerca de 1.500 no total).
Os usuários não puderam pagar online multas por infrações de estacionamento ou de tráfego, o que causou atraso em muitos pagamentos.
As bases de dados de pagamentos de serviços e impostos imobiliários também estavam inacessíveis, o que paralisou o faturamento e os pagamentos.
A administração de Baltimore decidiu não pagar o resgate. E, do nosso ponto de vista, tomaram a melhor decisão. Como dissemos antes, se submeter aos cibercriminosos e enviar qualquer quantia por uma suposta possibilidade de desbloqueio, que não garante a recuperação dos dados, é se tornar patrocinador dos sequestradores. A propósito, Atlanta e o Distrito de Mecklenburg também ignoraram as exigências dos cibercriminosos.
Como evitar se tornar uma vítima de ransomware
Recomendamos que você siga os seguintes passos:
Atualize seu software (priorizando sistemas operacionais) o mais rápido possível. A maioria dos exploits utilizados pelos cibercriminosos, foram desenvolvidos para explorar vulnerabilidades de conhecidas, e muitas vezes, já corrigidas. Portanto, os usuários de aplicativos desatualizados estão em correndo risco.
Proteja seus sistemas dos sequestradores com a ajuda de uma solução de segurança especializada como Kaspersky Anti-Ransomware Tool for Business que bloqueia tentativas de criptografar seus dados. Você pode fazer o download gratuito e é compatível com todas as soluções de segurança.
Forneça treinamento para seus funcionários em cibersegurança, pois devem aprender a reconhecer e evitar as técnicas de engenharia social usadas pelos invasores. Colocamos a sua disposição uma variedade de programas que o ajudarão nesse processo de conscientização em termos de segurança e que são projetados para que sua equipe aprenda a enfrentar os cibercriminosos.
Entre outras coisas, oferecemos o Kaspersky Interactive Protection Simulation, projetado especialmente para as administrações públicas dentro do contexto do projeto COMPACT da Comissão Europeia, embora possa ser usado para capacitar administrações públicas em todo o mundo.
from Notícias – Blog oficial da Kaspersky http://bit.ly/2X2lUnV
Pesquisa da Kaspersky mostrou que cibercriminosos estão aproveitando a crescente onda do e-sport para distribuírem malware via cópias falsas dos jogos mais conhecidos. Mais de 930 mil jogadores foram vítimas desses ataques entre junho de 2018 e junho de 2019. Três jogos concentram mais da metade dos ataques. Atualmente, cerca de uma em cada dez pessoas do mundo é jogador online. Da mesma forma que outros tipos de entretenimento digital, os videogames são vulneráveis ao uso indevido, como violações de direitos autorais e pirataria via torrents, mas enfrentam outra ameaça crescente: o uso fraudulento da marca para distribuição de malware. Muitos dos principais videogames ficam hospedados em plataformas de distribuição digital e nem sempre elas conseguem detectar se os arquivos carregados são legítimos ou amostras de malware disfarçadas.
Pesquisadores da Kaspersky examinaram os arquivos infectados detectados em 2018 e no início de 2019 e o principal jogo usado nos golpes foi o ‘Minecraft’. O malware mascarado com esse jogo foi responsável por cerca de 30% dos ataques, com mais de 310 mil usuários atingidos. Em segundo lugar ficou o ‘GTA 5’, com mais de 112 mil alvos e ‘Sims 4’ ocupou o terceiro lugar, com quase 105 mil usuários atacados.
Os pesquisadores também descobriram criminosos tentando enganar os usuários para baixar arquivos maliciosos que se passavam por jogos não lançados. Foram observados pelo menos dez jogos em pré-lançamento, sendo que 80% deles referiam-se a FIFA 20, Borderlands 3 e Elder Scrolls 6.
“Há meses observamos que os criminosos exploram o entretenimento para pegar os usuários de surpresa, sejam séries ou programas de TV, estreias de filmes importantes ou videogames. Isso é fácil de explicar, pois as pessoas ficam menos atentas quando querem apenas relaxar e se divertir. Se um usuário não espera encontrar malware em algo divertido que usou por anos, não é preciso uma ameaça avançada para que o vetor de infecção tenha êxito. Todos devem ficar alertas, evitar plataformas digitais não confiáveis e ofertas suspeitas, além de instalar uma solução de segurança e realizar verificações regularmente em todos os dispositivos usados para jogar”, afirma Maria Fedorova, pesquisadora de segurança da Kaspersky.
Dicas para não ser vítima de malware disfarçados de jogos
Só use serviços legítimos com reputação comprovada;
Preste mais atenção à autenticidade dos sites. Não acesse aqueles que permitem baixar jogos até estar seguro de que são legítimos e que seu endereço começa com ‘https’. Antes de iniciar o download, confirme se o site é genuíno, conferindo o formato da URL e a ortografia do nome da empresa;
Não clique em links suspeitos, como aqueles que oferecem a oportunidade de jogar um jogo que ainda não foi lançado;
Use soluções de segurança confiáveis, como o Kaspersky Total Security, e que tenha um Modo Gamer, função que congela as tarefas rotineiras para que o processamento seja totalmente dedicado ao jogo. As únicas ferramentas que operam em segundo plano são aquelas responsáveis pela proteção contra mensagens de phishing, roubo de credenciais ou ataques de rede.
No ano passado, escrevi um artigo sobre como a privacidade poderia implicar nos usos da tecnologia blockchain em áreas como gestão de recursos humanos, saúde e educação. No entanto, uma solução baseada na blockchain para um problema marcado pelas deficiências das abordagens tradicionais também pode ajudar a lidar com dados pessoais. Estou falando de ‘Know Your Customer’ (KYC na sigla em inglês, ou conheça seu cliente) e dos últimos avanços de implementação de blockchain para este tipo de processo. O termo “conheça seu cliente” deve sua origem aos serviços financeiros. Os bancos tiveram que identificar seus clientes, certificar-se de que não estão enganados e verificar o histórico de crédito. Portanto, desenvolveram um conjunto de documentos e um método que padronizou o processamento de pedidos de empréstimo.
Mais tarde, outras indústrias adotaram o modelo. Se a empresa A quisesse negociar com a B, precisaria fornecer uma série de documentos que incluiriam (mas não se limitariam a): número de registro da empresa B, número e código de identificação fiscal e número da conta bancária. Normalmente, uma terceira parte precisa verificar os documentos e é aí que entra a burocracia.
Analisar e processar toda a papelada (fazendo ligações e solicitando as confirmações necessárias) leva muito tempo e dedicação. Às vezes os funcionários “aprovam” os documentos sem realizar um controle exaustivo, o que representa um problema ainda mais sério.
Quando as verificações burocráticas falham, é decidido adicionar mais verificações; estranho, certo? Por exemplo, vamos nos concentrar no setor bancário. De acordo com estudo da Thomson Reuters, em 2017, os processos KYC levaram uma média de 32 dias, em comparação com 28 em 2016.
Assinaturas digitais
O uso de assinaturas digitais, uma solução possível para esses problemas, não pode ignorar as verificações de autenticidade dos documentos exigidos pelos procedimentos KYC. Além disso, as assinaturas digitais podem ser falsificadas ou roubadas.
A tecnologia de blockchain pode reduzir drasticamente o tempo necessário para verificações de identidade. Os arquitetos da blockchain comercial inventaram o termo nós privilegiados há algum tempo. Continuando com nosso exemplo, quando a empresa A precisa de uma série de documentos verificados sobre a B, envia uma solicitação ao nó de certificação (de propriedade do estado ou um agente autorizado). O nó de certificação verifica se B deu consentimento aos documentos solicitados, analisa a validade e somente depois são devolvidos para a empresa A.
Todo esse processo pode ser definido por meio de um contrato inteligente e modificado de acordo com as necessidades das empresas envolvidas. Por exemplo, o contrato inteligente pode ser programado para gerar todos os documentos ou uma série padronizada deles que não expiraram e que a empresa B concordou em oferecer. Neste último caso, a empresa A pode decidir se enfrenta o risco e continua fazendo negócios com B ou se bloqueia as próximas operações.
A flexibilidade inata dos contratos inteligentes, neste caso, dá às empresas a liberdade de escolher. Por exemplo, é possível que a empresa B se recuse a fornecer um documento específico para a A, mas pode notificá-la que este documento existe e que um nó privilegiado o verificou.
Podemos usar essa estratégia para lidar com os dados pessoais dos consumidores, em que o gerenciamento de identidades é processado entre medidas antifraude e o GDPR. Por um lado, saber que um determinado cliente em potencial tem histórico positivo de crédito e verificado por uma autoridade confiável é essencial para medidas antifraude, e, por outro, os bancos não precisam manter ou armazenar esses dados.
Além disso, o consentimento de contratos inteligentes pode expirar e, em seguida, a empresa A perde o acesso a determinados documentos da B após o fim desse prazo. Parece perfeito, certo? Bem, na verdade não, temos que ter muito cuidado com as informações que aparecem trocadas nos blocos por meio da blockchain. Além disso, mesmo sem esses documentos, o banco de dados distribuído deve conter algumas de suas características, como somas de verificação ou funções hash e datas de validade. A disponibilidade dessas informações, juntamente com os dados sobre as solicitações e o consentimento, nos registros distribuídos pode reduzir o tempo necessário para a realização dos processos KYC de dias (ou meses, sejamos honestos) para horas ou até minutos.
A IBM oferece uma plataforma da blockchain comercial Hyperledger desde 2015 e já demonstrou a eficácia de uma prova de conceito do KYC com diversos bancos internacionais, como o Deutsche Bank e o HSBC. No campo B2C, a NEC apoia ativamente uma solução KYC de uma etapa que visa melhorar completamente a experiência do consumidor.
Para garantir que tudo funcione como planejado, devemos prestar atenção especial ao contrato inteligente por trás dessa solução. Eles não são imunes a erros, o que, nesse caso, tenderia a arruinar a ideia de proteger a automação do KYC. Nós já sabemos que o estado atual de elaboração do contrato inteligente está longe de ser perfeito.
Por isso, o cerne do nosso pacote de segurança blockchain consiste em uma análise do código de contrato inteligente. Nossos especialistas em antimalware identificam vulnerabilidades de segurança conhecidas e falhas de design e procuram recursos não documentados desses contratos. Além disso, apresentam um relatório detalhado de qualquer vulnerabilidade detectada e servem como um guia para resolvê-lo. Para mais informações, visite a página Kaspersky Token Offering Security.
from Notícias – Blog oficial da Kaspersky http://bit.ly/2IY4QKA
As novas versões do Kaspersky Endpoint Detection and Response (EDR) e da plataforma Kaspersky Anti Targeted Attack Platform ganharam funcionalidades para simplificar o processo de investigação e melhorar a detecção de ameaças. A recente incorporação de uma base de dados de Indicadores de Ataque (IoAs), mantida e alimentada pelos próprios especialistas da Kaspersky, permite oferecer informações adicionais durante a identificação de atividades criminosas. Além disso, os IoAs são classificados utilizando a metodologia MITRE ATT&CK para posterior análise das táticas, técnicas e procedimentos dos hackers. Estas são melhorias-chave que ajudam as empresas a investigar incidentes complexos com maior rapidez. Incidentes relacionados com ameaças complexas podem ter impacto significativo nas empresas. O custo de resposta e recuperação dos processos, a necessidade de investir em novos sistemas, o impacto sobre a disponibilidade e o dano à reputação são todos fatores que, juntos, criam grande prejuízo. Desta forma, as organizações devem ter em conta não só o aumento do número de malware, mas também o maior número de ameaças complexas e avançadas que têm identificado como possíveis targets para ataques. Em 2018, cerca de 41% das empresas* admitiram ter sido vítima de um ataque direcionado, dado que confirma que as empresas precisam se proteger contra ameaças sofisticadas que podem se esconder dos sistemas de detecção. O Kaspersky EDR e a plataforma anti-APT permitem uma resposta a estes desafios e a ameaças.
As soluções da Kaspersky contam agora com funcionalidades que verificam os Indicadores de Compromisso, tais como o hash, nome do arquivo, caminho, endereço IP, URL, entre outras informações, para indicar se ocorreu um ataque. Além de procurar por Indicadores de Compromisso, as novas capacidades dos IoAs ajudam a identificar as táticas e técnicas usadas pelos hackers, independentemente do tipo de malware ou software legítimo que tenha sido utilizado no ataque. Para simplificar o processo de investigação no momento de examinar a telemetria de múltiplos endpoints, os acontecimentos são comparados com um conjunto de IoAs da Kaspersky. Todos os comportamentos que já foram identificados como maliciosos anteriormente irão aparecer no resultado da análise junto com descrição detalhada e recomendações sobre qual a melhor forma de responder ao ataque.
As novas funcionalidades permitem ainda que as equipes de segurança produzam seu próprio conjunto de IoAs com base na sua experiência e conhecimento de ciberameaças, bem como o contexto específico de TI. Todas as novas ocorrências serão mapeadas de forma automática e em tempo real, tendo em vista a base de dados interna de IoAs criada pelo usuário, permitindo assim a criação imediata de ações de resposta e de cenários de detecção a longo prazo, alinhado com os requisitos específicos da infraestrutura a qual está empregada.
Juntos, o Kaspersky EDR, a plataforma Kaspersky Anti Targeted Attack e o MITRE ATT&CK – base de dados global que reune táticas e técnicas criminosas –, ajudam as empresas na validação e investigação de futuros riscos de forma eficaz. As ameaças detectadas são classificadas de forma automática com base em uma metodologia pré-existente, contextualizando de forma imediata a atuação da atividade maliciosa. Em outras palavras, as novas soluções permitem que as equipes de segurança saibam exatamente em qual etapa da infecção o malware está e quais as ferramentas (maliciosas ou legítimas) estão sendo usadas no processo – com este conhecimento detalhado, é possível reduz os riscos e diminuir o tempo que é perdido em análise e responder com rapidez, principalmente quando a ameaça é complexa.
As novas funcionalidades estão também disponíveis para organizações que ofereçam serviços de monitorização e gestão da cibersegurança. A arquitetura multi-tenancy permite que os fornecedores de serviços de gestão de segurança protejam as infraestruturas de vários clientes ao mesmo tempo.
“Os hackers podem usar ferramentas confiáveis para evitar a detecção, podem utilizar software legítimo, contas comprometidas, software único, técnicas de engenharia social ou recorrer a pessoas infiltradas. É fundamental não depender exclusivamente das provas deixadas pelos hackers e analisar o potencial rastro da sua atividade”, afirma Sergey Martsynkyan, diretor de Marketing de Produto B2B na Kaspersky.
from Notícias – Blog oficial da Kaspersky http://bit.ly/2IVQ1Ip
Redes sociais, streaming de filmes e músicas, jogos online. Ter uma boa internet em casa hoje já é quase um item de ‘primeira necessidade’ para quem está sempre conectado no... continue lendo »
A invasão do celular do Ministro da Justiça Sérgio Moro foi um dos temas de maior destaque na primeira semana de junho. Com o objetivo de tentar esclarecer um pouco o tema, o pesquisador de segurança da Kaspersky, Fabio Assolini, listou cinco possíveis causas:
1. Alguém obteve acesso físico ao aparelho, um total game-over. Deixar um aparelho sozinho facilita o uso da técnica “Evil-Maid“, que pode ser usada para hackear notebooks (assim como dispositivos móveis) instalando um trojan-spy (espião) ou um RAT (acesso remoto) que oferecem acesso completo ao aparelho. Quem viaja muito são as vítimas mais frequentes deste tipo de ataque.
2. Exploração de uma vulnerabilidade crítica com RCE, como a que ocorreu no WhatsApp recentemente. Falhas desconhecidas (ou 0-day) são usadas contra alvos específicos; inclusive alguns sites brasileiros chegaram a cogitar essa possibilidade em ataques aos membros do Ministério Público Federal. “Porém acho pouco provável que isso tenha ocorrido neste caso mais recente, pois essas falhas custam alguns milhões”, afirma Assolini.
3. SIM-SWAP: golpe em que o criminoso tem ajuda de alguém de dentro da operadoras para ativar o número da vítima em outro chip (SIM card). Essa técnica está sendo amplamente usada no Brasil, como reportada pelo analista em artigo recente. Porém há um problema nesta técnica: o número e os programas de mensagens instantâneas param de funcionar no momento em que o SIM swap é realizado, alertando a vítima, que se dá conta rapidamente do problema.
4. Uso de engenharia social para roubar o código OTP (one-time-password) ou “token”, que é enviado por SMS, possibilitando ativar a conta em outro aparelho. Aqui os criminosos criam uma situação fictícia para tentar convencer as vítimas a informar o código de ativação. Muita gente está caindo nesta técnica atualmente, pois os criminosos conseguiram criar mensagens bem convincentes ao usar nome de plataformas de anúncios online. “Não acredito que o Ministro seja neófito assim para cair nesse tipo de golpe. Além disso não temos informações oficiais que confirmem esta possibilidade”, ressalta o especialista.
5. Ataque explorando o SS7, antigo e vulnerável protocolo de comunicação. Foi inicialmente usado por agências de espionagem (caso mais famoso envolveu a espionagem da presidente Dilma Roussef, em 2014), mas hoje essas vulnerabilidades são públicas e podem ser usadas por qualquer criminoso com conhecimento e vontade para fazê-lo. Há relatos de seu uso emfraudes bancáriasna Europa e seu uso por aqui é questão de tempo. Além de permitir o acesso ao dispositivo móvel, esta vulnerabilidade permite ainda interceptar mensagens em app de mensagens instantâneas. “Há vídeos de 2016 mostrando conceitualmente o uso desta técnica para hackear o WhatsApp e o Telegram. É importante as pessoas terem consciência desta vulnerabilidade para que compreendam o real desafio de garantir uma comunicação segura”, destaca Assolini.
Para proteger a privacidade das conversas, o analista de segurança da Kaspersky recomenda o uso de plataformas de comunicação mais seguras, como o Threemaou oSignal. “A diferença desses programas para os apps populares é que foram desenvolvidos pensando na privacidade do usuário – na prática não atrelam o número do telefone celular com a conta de acesso do programa. Assegurar a privacidade precisa ser uma preocupação constante, seja você um ministro da República ou um cidadão.”
from Notícias – Blog oficial da Kaspersky http://bit.ly/2Ww9gNC